A Flor-de-Lis

03.06.2015

 

Apreciada pela beleza de sua forma multicolorida, a íris, com toda a fragilidade de suas pétalas, foi fonte de inspiração de diferentes culturas, encantando poetas, artistas e escritores.

Existem centenas de espécies de íris, de tamanhos e cores diversas – algumas delas ainda não produzidas aqui. Originarias de climas mais frios, as íris se adaptam melhor no sul do país. Entre as espécies mais cultivadas, temos a íris germânica, nas cores azuladas, roxas, brancas e amarelas. A íris kaempferi ou íris do Japão é indicada para lugares úmidos. Com características muito semelhantes, também da família das iridáceas, as neomaricas nativas da Serra do Mar, e as moreas, vindas da África, se adaptam melhor as regiões mais quentes do país. A íris reticulata é resistente para o corte, sendo excelente para arranjos em vasos.
O cultivo da íris é relativamente simples. Prefere solos ricos em húmus e frescos, não se adaptando a solos argilosos e compactos. Muitas variedades crescem vigorosamente, formando grandes touceiras, que devem ser divididas, e replantadas, para que as mudas não enfraqueçam. As íris prefere o pleno sol, embora as neomaricas e moraeas resistam a menor incidência de luz. A floração se dá na primavera e algumas espécies também florescem no verão. As flores duram um só dia, sendo portanto interessante plantá-las em grandes grupos.

A íris na história.
Na mitologia, íris é a deusa do arco íris, mensageira de Zeus e de Hera. O nome foi dado à flor pela variedade de suas cores. A íris é sinal de bons presságios: sinônimo de boas notícias, mensagem de paz e, promessa de felicidade.
Na heráldica, muito provavelmente a fleur-de-lis deriva da íris. Luis VII, rei da França, adotou o símbolo durante as cruzadas, batizando-os de Fleur-de-Louis ou fleur-de-lis.  Este símbolo se identificou de tal forma com a monarquia francesa que, em 1789, os revolucionários guilhotinavam homens apenas pelo fato de terem a flor-de-lis estampada nas suas roupas ou ornamentos.
A mais antiga imagem conhecida da íris foi encontrada em um afresco no Palácio de Minos, em Knossos. Os manuscritos medievais eram entremeados pela forma da íris em suas iluminuras, e nas pinturas renascentistas era frequentemente usada como símbolo do nascimento de Cristo. No século 19, Van Gogh, Cézanne, Renoir e Monet, fascinados pelo colorido de suas flores, ao mesmo tempo delicadas e esculturais, usaram a íris como tema para muitas de suas pinturas.

 

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